A UEFA e a Concacaf solicitaram formalmente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, o repasse de 10 milhões de dólares para cada uma das federações filiadas à entidade. O pedido conjunto se fundamenta no aumento das reservas de caixa da instituição após a realização bem-sucedida da Copa do Mundo.
A UEFA e a Concacaf formalizaram uma cobrança direta à cúpula da Fifa para a liberação de recursos adicionais a todas as federações filiadas ao redor do mundo. Em carta enviada nesta sexta-feira ao presidente Gianni Infantino, os vice-presidentes que representam o futebol da Europa e da América do Norte solicitaram o pagamento extraordinário de 10 milhões de dólares (cerca de 7,4 milhões de libras) para cada uma das associações nacionais que integram a entidade internacional.
A justificativa apresentada pelos dirigentes baseia-se diretamente no robusto crescimento das reservas financeiras da Fifa nos últimos anos. De acordo com o documento assinado pelas lideranças continentais, o sucesso operacional e comercial da Copa do Mundo resultou em um acúmulo financeiro significativo nos cofres da entidade máxima. Na avaliação conjunta de UEFA e Concacaf, o momento exige que essa liquidez seja compartilhada com as federações locais, fortalecendo a sustentabilidade financeira das associações responsáveis por organizar o futebol em seus respectivos territórios.
O repasse solicitado teria um impacto expressivo na economia global do esporte, dada a quantidade de membros vinculados à organização. Com mais de duas centenas de associações nacionais filiadas à Fifa, a concessão de um valor adicional fixo de 10 milhões de dólares para cada federação demandaria uma mobilização de bilhões de dólares das reservas existentes. Esse montante adicional serviria para fomentar investimentos estratégicos em centros de treinamento, fomento de ligas nacionais, fortalecimento de categorias de base e projetos de formação de novos atletas, especialmente em nações com orçamentos esportivos mais restritos.
A aliança pública entre as entidades que comandam o futebol europeu e o das Américas do Norte e Central marca um momento importante de articulação política nos bastidores esportivos. Historicamente detentoras de grande peso político e comercial no ecossistema da modalidade, UEFA e Concacaf alinham seus discursos para cobrar maior retorno financeiro após os grandes torneios globais. A movimentação busca garantir que os frutos das receitas geradas no ciclo da Copa do Mundo não fiquem apenas retidos na sede da federação internacional, mas cumpram sua função estatutária de desenvolvimento amplo do futebol mundial.
O cenário coloca uma pressão direta sobre a gestão de Gianni Infantino e sobre os membros do Conselho da Fifa, que são os responsáveis pelas deliberações orçamentárias e financeiras da instituição. A entidade máxima do futebol mundial ainda não divulgou uma resposta formal ou um cronograma para apreciar a solicitação apresentada pelas duas confederações. A expectativa das lideranças envolvidas é que o pleito seja formalmente debatido e analisado nas próximas reuniões executivas da organização, abrindo caminho para uma decisão sobre a distribuição de dividendos e recursos às federações nos próximos meses.