Análise · Campeonato Brasileiro
Flamengo e o preço da pressão alta
Pressionar no campo do adversário rende posse e finalizações, mas cobra um preço físico que aparece no último terço da temporada.

Pressionar alto é uma decisão cara. Exige que oito jogadores subam juntos, que a linha defensiva aceite jogar perto do meio-campo e que ninguém falhe o tempo do salto.
Quando funciona, o time recupera a bola a trinta metros do gol adversário e transforma defesa em ataque num passe. Quando falha, sobra espaço nas costas e o goleiro fica exposto.
O ponto de equilíbrio costuma estar na gestão de minutos. Times que rodam o elenco sustentam a intensidade; times que repetem o mesmo onze perdem meio segundo de reacção por volta da trigésima rodada.
É por aí que o Flamengo terá de decidir a temporada: manter o modelo e alargar a rotação, ou baixar o bloco e apostar na transição.
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