Análise · Campeonato Brasileiro
Corinthians: o meio-campo como termómetro
Quando o time consegue virar o jogo pelo centro, tudo o resto melhora. Quando não consegue, sobra bola alongada e pouca chance clara.

O meio-campo é onde o Corinthians decide que tipo de jogo vai fazer. Com dois volantes de perfil parecido, a equipa fica segura mas previsível.
Trocando um deles por um jogador de passe entre linhas, a construção ganha um caminho a mais e os laterais deixam de ser a única saída.
O detalhe está na primeira recepção: virar o corpo antes de receber vale mais do que qualquer sprint depois.
É uma correcção pequena e treinável — e costuma explicar boa parte das oscilações de rendimento ao longo de um returno.
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